segunda-feira, 2 de setembro de 2013

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Crescer sem desenvolver? Atitudes complexas!

Lennon Pereira

Os países latino-americanos, em sua maioria, almejam se desenvolverem e tornarem-se competitivos e detentores de economias estáveis. Entretanto, apesar dos diversos esforços que estes países fazem para conquistar este objetivo, há sempre um empecilho que atormenta não só a relações comerciais destes, mas sim o que há de mais importante, a qualidade de vida das populações que os habitam.


De acordo ao relatório Redução da Pobreza e Crescimento: Círculos Virtuoso e Vicioso em que relata as dificuldades de crescimento da América Latina,fica nítido que a pobreza e as baixas condições de vida influenciam diretamente nas relações comerciais e na economia. Falta de infraestrutura, miséria, fome e baixa escolaridade são fatores que agravam ainda mais a situação econômica dos países latinos.


Para se planejar um alavancamento da economia, primeiramente é necessário mexer na base, no alicerce da estrutura. Não há indústria que queira se instalar em locais com infraestrutura precária, na qual as estradas estão esburacadas e não se tem um bom recurso de escoamento da produção. Por outro lado, também não há empresas que se interessem em suprir déficites educacionais (exceto em casos “omissos” em que estas levam alguma vantagem), sendo que estas obrigações são do governo local.


Um dos graves problemas encontrados nos países latino-americanos é a falta de planejamento eficaz e estável. Os governos geralmente buscam solucionar o problema da miséria e da fome com distribuição de cestas básicas e programas de incentivo financeiro às famílias. Entretanto, na verdade o que há é uma tentativa de jogar para baixo do tapete a sujeira e tentar empurrar com a barriga o problema ao invés de enfrentá-lo de frente.


Esta miopia forçada que os governos praticam reflete justamente na demora de crescimento da economia. As nações querem um milagre divino que intervenha nas relações econômicas e as façam prosperar.


Baseando-se na situação brasileira, é nítido que o país precisa de “muitos” investimentos na infraestrutura (há BR’s com enormes crateras que colocam em risco a saúde dos motoristas e ocasionam prejuízos diversos), na saúde, pois sem esta não há trabalhador e se não tiver um trabalhador saudável, consequentimente não haverá giro da economia. Um fator extremamente importante também é falta de educação básica e profissionalizante de qualidade para suprir as necessidades do mercado. O que está ocorrendo no Brasil são empresas se instalando no país e tendo que qualificar sua mão de obra. Estes déficits influenciam diretamente nas relações de comércio, e principalmente nas internacionais, na qual há uma geração de maus conceitos que acabam descredibilizando as nações que os praticam.


Para que os países latino-americanos tentem se fixar no mercado internacional e consolidar suas economias, é preciso primeiramente que estes procurem reavaliar e preparar seus cenários para as eventuais mudanças que venham a ocorrer. Não adianta propor acordos chamativos a diversas multinacionais sendo que não há uma estrutura mínima para receber as instalações destas. É preciso traçar-se um planejamento concreto e realista, que busque não só o lucro, a movimentação monetária, mas sim que preocupe- se com uma solução para os déficits já existentes, pois solucionando-se estes, já se tem um bom caminho andado, uma vez que estes estão intimamente ligados ao sucesso da economia, que só fluirá com a plena harmonia entre as boas condições política-sócio-econômica.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A antiga balinha de açúcar que virou fero¹

Lennon Ramos Pereira

O Iraque é aqui. Esta não é mais uma metáfora preconceituosa ou só o título da canção magnífica interpretada pelo cantor Jorge Aragão. Esta consiste no relato da real situação em que vivemos. Antes temíamos a disseminação de CFC’s na atmosfera, que por sua vez ocasiona a chuva ácida; hoje tememos as “simples” confraternizações humanas, que ocasionam a chuva de balas.

Em pleno réveillon, costumamos acompanhar as comemorações com esperança de um ano novo repleto de felicidades e que o mundo melhore. Porém, o que na verdade pode acontecer se resolvermos ao menos ir a praia é não iniciarmos o ano novo, mas sim finalizarmos a vida velha.

Como evidenciado na reportagem da revista Veja: “NÃO ERAM SÓ FOGOS”, o grande dilema que vivemos hoje é o da sensação de aprisionamento, de reféns de uma realidade de violência e impunidade, na qual “fulano” tem uma arma que funciona como entretenimento, sem nenhuma objeção.

O que antes era presenciado como confraternizações militares, hoje é a evidência do poder das organizações ilícitas que dominam a margem da sociedade, ou até se pode afirmar: que dominam a chamada “nata”; produto que fica sobre o leite, mas que na nossa realidade, refere-se ao líquido estragado.

As “grandes” autoridades passaram da posição de dominadores para dominados. Como na velha teoria da cadeia alimentar, a águia come a cobra que come o rato, e assim se mantém as relações Policiais X Criminosos.

Fazendo um paralelo entre o Eunápolis de 1990 e o atual, temos que na década de 90 o “menininho” brincava com o outro “menininho” de pique esconde e de “pau no litro”; no atual temos que o pique esconde termina em peneira de “menininho” e o “pau no litro” termina em “pau no lombinho”.

Deixando de “brincadeiras” e passando para o sério, a era que vivemos não é somente um acaso, mas sim um resultado do que é disponibilizado para os jovens/crianças/adultos que nos cercam. Sem hipocrisia de uma justificativa para o que acontece, mas vale lembra que na maioria dos casos o que sobrou foi orientação dos pais, mas o que faltou foram oportunidades para seguir as orientações adquiridas.

Portanto, o medo que nos cerca não é só um sentimento pelo que acontece, mas sim pelo que faz o que acontece acontecer! Somos sim restringidos a áreas extremamente delimitadas, gostaríamos de ir e vir em paz, porém, isso não nos é propiciados por falta de gestão, de verificação e principalmente por excesso neutralização. É cômodo eu ficar em casa assistindo ao Jornal Nacional e criticar o que aparece “bunitinho” na tela, mas o que eu estou fazendo pra mudar isso? Consumindo pão com café para pagar impostos a serem investidos na segurança? Senhor, sinto-lhe em persuadir-lhe mas isso não muda nada, só financia.
¹ intimidador.

Mudando o mundo. Regredindo ou evoluindo?


Lennon Ramos Pereira


Desespero, correria, estresse, esses são os elementos que compõem o cotidiano de milhares de estudantes do ensino médio no Brasil. A maioria dos vestibulandos hoje buscam concorrer a vagas em diversas universidades, e isso acarreta, muitas vezes, em pilas de livros diferentes a serem lidos, falta de condições financeiras para realizar as provas, sem contar com a necessidade que a maioria tem de revisar os assuntos no decorrer do 3º ano. A proposta de unificação dos vestibulares vem de encontro com essas questões, pois possibilita aos vestibulandos que não podem se deslocar entre estados, a realização da prova na cidade em que reside, e também diminui a carga de livros a serem lidos. Porém, esse modelo não leva em consideração as diferenças regionais, os desníveis da educação básica no país, entre outras.


Analisando o processo seletivo que as atuais universidades federais adotam, pode-se perceber que há uma diferenciação muito grande no que diz respeito ao modo como é exigido do aluno o conteúdo desenvolvido durante o ensino médio. A UFMG, por exemplo, valoriza a linha de raciocínio lógico e a visão crítica da sociedade, já outras universidades preferem verificar somente o domínio das disciplinas de forma tradicional.


A proposta de unificação dos vestibulares, como pode ser visto na matéria da “Gazeta do Povo Online”, é embasada na transformação do ENEM em um exame nacional de caráter classificatório para o ingresso nas universidades públicas e particulares de todo país. De acordo com o ministro da educação, Fernando Haddad, um grande ponto positivo dessa unificação seria a de que o vestibulando não teria que se dividir entre diversos vestibulares.


Mas a grande discussão entre adotar ou não a unificação gira em torno das diferenças que cada região tem e suas peculiaridades. Nos vestibulares da UESC-BA, por exemplo, é exigido do concorrente os conhecimentos gerais e específicos do Extremo Sul da Bahia, já na UFRJ é cobrado assuntos do contexto carioca, e daí por diante, de modo que cada região se diferencia e age de acordo com seu contexto.


Mas como empregar um processo seletivo nacional levando em consideração as dificuldades e as diferenças no ensino básico?


Essa questão é também um grande paradigma para a formulação deste novo método de avaliação. O reitor da Universidade do Paraná, Zaki Akel, se posicionou contra a unificação justificando-se justamente nas diferenças de ensino no país.


Reformular o modo de ingresso no ensino superior sem modificações no ensino básico é realmente uma inteligente saída? Ou este problema será sanado com a criação de mais cotas “incluístes”?


Não se tem como planejar uma prova nacional relevando fatos que estão evidentes em nossa sociedade. É claro e que há a necessidade da reformulação dos “padrões” de vestibulares existentes, mas isso deve ser feito com muita consciência e realismo. Não é vergonha dizer que os alunos de São Paulo tem muito mais chances de ter uma boa colocação no vestibular da Fuvest em relação aos baianos (pois também é evidente a desigualdade escolar entre estes), mas sim querer fechar os olhos e condizer com o famoso clichê de que “ somos todos iguais”, sendo que somos sim diferentes, somos sim carentes.


Portanto, o que devemos pensar na hora de optar entre a unificação ou não dos vestibulares brasileiros é nas diferenças que hoje temos na nossa sociedade e se essa proposta atende as “reais” necessidades do momento. Não se pode querer revolucionar o mundo de uma hora pra outra sem preparação, mas também não podemos nos fechar a novas possibilidades que vão surgindo. Cabe a cada um a responsabilidade de tentar mudar o que não está contentando, de forma que se chegue a um resultado satisfatório e consistente.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

De "Vorta"!!!

hei galera....confesso que demorou mas agora voltei a tona e vou começar a publicar minhas novas produções o mais breve possível!!!

Podem esperar que vem muita novidade por aí!!!

até breve...

Boa Páscoa para todos!!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Primeiro texto do 2º anoo...hauua



Eunápolis, 16 de Março de 2008.


Senhores(as)


Aqui quem fala é um ser, ser esse que está indignado. Venho através desta carta, comunicar-lhes umas coisas, cuja urgência é de enorme significância. Mas antes, é preciso que vocês reflitam um pouco!


Acredito que deve ser muito bom ir ao supermercado e encontrar fácil o que se deseja comer. E quando encontra o alimento de sua preferência é só dá um dinheirinho pro caixa e levar pra casa, não é verdade? E quando chega a hora de ter seus filhos, é só se dirigir a um hospital e esperar que o médico faça tudo, livrando-se das dores e com total segurança!


Nossa senhora, desfrutar essas mordomias devem ser bom. Vocês devem esta se perguntando o que tem demais nisso, não é mesmo?


Pessoal isso que os senhores fazem é impossível pra mim. Pois o pouco que eu posso fazer é nadar muito para encontrar comida, o que às vezes sequer acho. E no caso de ter filhos, é preciso deslocar-me quilômetros pra encontrar um local ideal, e mesmo quando encontro, corre o risco de meus filhinhos morrerem atropelados ou roubados.


É senhores, entenderam a gravidade do meu problema? Imagino que não. Vocês devem esta se remoendo e talvez até com raiva diante da indagação, pois acham que não tem nada a ver com meus problemas. Que eu sou mais uma ser, que esta desiludido com o mundo em que vivemos.


Concordo com vocês. Estou sim desiludido com este mundo, porém, tenho que alerta-los para uma coisa. A vida que vocês levam afeta diretamente na minha, e é por isso que decidir escrever essa carta.


Os senhores costumam compra alimentos em embalagens plásticas, e se dirigirem à praia pra curti um belo dia de sol. Até aí tudo bem! E ficaria, se enxergassem a lata de lixo. O que não é muito comum acontecer, pelo contrário, é de costume encontrá-las jogadas no mar, não é verdade?


Mesmo assim perdoem-me pela franqueza, mas é que eu já perdi muito familiares em decorrência desses atos. Mas como?


Para sua surpresa, sou parente de várias tartarugas marinhas, e claro sou uma também! Meu nome é Vida, e como todas as outras tartarugas dessa espécie, alimento-me de águas-vivas. E é por isso que perdi meus entes queridos, pois vocês ao jogarem sacolas no mar, fazem com que nós confundamos-nas com nosso alimento. E isso senhores, é grave, pois faz com morramos de indigestão.


E se pensam que é só isso, tenho a triste notícia que não. Vocês ao trafegarem com seus carros na beiram da praia, especificamente nas nossas maternidades, coloca em risco a sobrevivência de nossos frágeis filhos. Porém, quero deixar claro que não é preciso deixem transitar com seus carrinhos, mas sim respeitar a nossa desova. Custa andar a pé um certo período de tempo? Acho que não, faz até bem a saúde!


Tem outra coisa também, as luzes de sua cidade confundem e atraem nossos filhotes, fazendo com que eles percam o rumo ao mar e acabem esmagados pelos pneus de seus carros. Sem falar na poluição que suas indústrias causam, seja no ar ou na minha em casa, o oceano. E nesse caso senhores, o interesse não é só meu não, é de vocês também, pois, utilizam-no pra tirar seu sustento.


Os gases estufa que as fábricas lançam na atmosfera, afetam todo o planeta. O aquecimento global, que é decorrente dessa poluição, afeta a todos nós. No meu caso e muito grave, pois como o sexo da nossa espécie é determinado pela temperatura da areia da praia, se o clima fica mais quente, só nasce um só sexo, podendo acarreta nossa extinção.


Estão aí senhores, os efeitos de pequenos costumes e atitudes que poderiam ser evitadas. Não custa lembra-los, que isso afeta não só meus interesses, mas sim “nossas” vidas!


Seria tudo mais fácil se todos nós respeitássemos o meio ambiente que vivemos, pois, se ele decidir rebelar-se, não terá o que se fazer.


Então, peço-lhes sua ajuda pra muda essa situação e evitar “nossa” extinção, pois tenho certeza que ninguém deseja deixar de apreciar o que há de mais precioso, a “Vida”.


Atenciosamente,

Cidadania.